Bolsonaro anuncia general para comando da Petrobras.

0
20

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta 6ª feira dia 19 que substituirá o atual
presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna.
A decisão depende de concordância do conselho de administração da companhia,
Bolsonaro acha que a estatal tem sido conduzida de maneira errática por causa dos
sucessivos aumentos no preço dos combustíveis. O litro do diesel nas refinarias acumula
alta de 27,72% em 2021 e tem irritado os caminhoneiros, que tradicionalmente apoiam
o presidente.


Para o entorno de Bolsonaro, Castello Branco teria cometido improbidade
administrativa por ter “desdenhado” da categoria, que reclamava de aumento do preço
do diesel em janeiro, ainda sob a pressão da ameaça de greve.
A gota d’água para a troca foi o reajuste da Petrobras na 5ª feira, de 14,7% no diesel e
de 10% na gasolina. Foi o 4º aumento do ano.
Mais cedo, Bolsonaro havia sinalizado mudanças na Petrobras. Sem especificar quais
seriam, disse que “jamais” iria interferir na estatal e em “sua política de preço”, mas
pediu transparência.
O mercado financeiro interpretou com receio as declarações do presidente. As ações da
estatal tiveram forte queda ao longo do dia. As ordinárias caíram 7,92%, e
as preferenciais, 6,63%. O valor de mercado da empresa caiu R$ 28,2 bilhões de 5ª feira
(18.fev) para 6ª feira (19.fev).
Castello Branco foi indicado pelo ministro da Economia. Seguiu estritamente as
orientações de Paulo Guedes e a política de preços da Petrobras. Bolsonaro não gostou,
Guedes sofreu uma derrota.
No fechamento de 5ª, a Petrobras tinha valor de mercado de R$ 382,99 bilhões. Com a
desvalorização desta 6ª, passou a R$ 354,79 bilhões
A Petrobras comunicou por nota que recebeu ofício do Ministério das Minas e Energia
solicitando a convocação de uma assembleia para realizar a troca de Castello Branco
por Silva e Luna no conselho de administração da companhia.
Joaquim Silva e Luna tem 71 anos. Estava desde fevereiro de 2019 no comando da
usina de Itaipu. Um dia antes da troca Bolsonaro elogiou a gestão dele na estatal por
causa dos altos investimentos feitos pela companhia.
Antes de Itaipu, Silva e Luna ocupou o cargo de ministro da Defesa no governo de
Michel Temer (26.fev.2018-1º.jan.2019). Foi o 1º militar a liderar a pasta desde a
redemocratização.

O general tem pós-graduação em Política, Estratégia e Alta Administração do Exército
pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Também é pós-graduado, pela
Universidade de Brasília, em Projetos e Análise de Sistemas.
Durante a carreira no Exército, Silva e Luna comandou o 6º Batalhão de Engenharia de
Construção (1996-1998), em Boa Vista (RR), e a 16ª Brigada de Infantaria de Selva
(2002-2004), em Tefé (AM).
Em Brasília, foi diretor de patrimônio (2004-2006), chefe do gabinete do comandante
do Exército (2007-2011) e chefe do Estado-Maior do Exército (2011-2014).
Também participou da Missão Militar Brasileira de Instrução no Paraguai e atuou como
adido em Israel de 1999 a 2001.
QUEM É CASTELLO BRANCO
Roberto da Cunha Castello Branco estava na chefia da Petrobras desde o início do
governo Bolsonaro. O engenheiro integrou o Conselho de Administração e o Comitê de
Auditoria da estatal nos anos de 2015 e 2016. À época, Graça Foster presidia a empresa,
no governo de  Dilma Rousseff (PT).
Segundo seu currículo na Plataforma Lattes, do CNPq, Castello Branco tem doutorado
em economia pela FGV (1977) e pós-doutorado pela Universidade de Chicago (1977-
78). A instituição norte-americana é uma referência na vertente liberal –o ministro da
Economia, Paulo Guedes, foi aluno da escola de Chicago.
Uma das primeiras ocupações profissionais de Castello Branco foi a de professor de
pós-graduação em economia na própria Fundação Getúlio Vargas.
Em 1985, ocupou o cargo de diretor de Normas e Mercado de Capitais do BC (Banco
Central), no governo de José Sarney (MDB).

Fonte: MSN. Fotos: MSN. Edição: APM
Notícias.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui