No Maranhão prefeitos preocupados com risco de falta de oxigênio em hospitais do interior.

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Em reunião entre os secretários Carlos Lula, da Saúde e Marcelus Ribeiro, da Fazenda, o secretário geral da Federação dos Municípios do Maranhão, João Igor Carvalho e de membros do CAOP e de representantes de empresas fornecedoras de oxigênio para o estado, foi debatida a necessidade de um plano de contingência para atender às solicitações do material e evitar o colapso no fornecimento de insumos e O2 no atendimento a doentes da Covid-19.

O prefeito de São Bernardo, João Igor Carvalho, secretário geral da Famem, disse que a escassez de oxigênio em algumas unidades hospitalares públicas em municípios do Maranhão não é uma realidade futura, mas atual. “O que a gente pode observar é que tudo indica que a tendência é piorar”, alertou João Igor.

Segundo o secretário de Saúde o quadro inspira preocupação, mas estão sendo tomadas providências para que não haja colapso no atendimento hospitalar no momento mais grave da pandemia. “Ainda não há falta de oxigênio nas unidades estaduais e não há risco disso acontecer”, afirmou. Carlos Lula desmentiu que tenha faltado oxigênio em Bacabal, mas destacou a atenção que municípios como Caxias e Coroatá têm despertado.

O secretário chamou atenção para tratar o paciente de Covid-19 contando com retaguarda de cilindro, pois se houve agravamento sendo necessária uma quantidade maior isso não será suficiente. Explicou que não é possível tecnicamente manter UTIs com cilindros de oxigênio, sendo necessária usina ou de um tanque.

No Maranhão, basicamente as UTIs estão na rede estadual, nos hospitais macrorregionais. Além de São Luís e Imperatriz, não há UTIs em outras unidades, que contam no máximo com salas vermelhas.

O Procurador Geral de Justiça, Eduardo Nicolau, informou sobre a mobilização que o Ministério Público está promovendo no estado para obtenção de informações sobre atendimento hospitalar de casos de Covid-19 em todo estado.

Os representantes das empresas relataram os principais entraves para atendimento das demandas e as medidas que estão sendo implementadas para evitar o colapso do fornecimento do material. O representante regional da White Martins, Paulo Braúna, disse estar preocupado com a elevação do volume da demanda atingido nesta segunda onda da Covid-19.

Relatou que no ano passado, entre os meses de abril e maio houve crescimento de 100% no fornecimento de O2. A partir do mês de fevereiro o volume teve crescimento exponencial. Fonte: Oimparcial. Foto: OGLOBO. Edição: APM Notícias.

 

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