Em vinte dias o Piauí pode ficar sem remédios para entubar pacientes. 

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O Piauí corre risco de desabastecimento de insumos usados em pacientes graves nas UTI’s covid-19. O Estado é uma das 10 unidades federativas brasileiras que estão com falta de medicamentos usados na intubação de pacientes em tratamento contra o coronavírus. São pelo menos 11 remédios, entre analgésicos, anestésicos e relaxantes neuromusculares, que correm o risco de chegar a estoque zero dentro de 20 dias.

O Fórum Nacional de Governadores encaminhou nesta quinta-feira dia 18 um ofício ao Ministério da Saúde pedindo compra de medicamentos usados em pacientes graves nas UTI’s covid-19 e também a pressa e controle da distribuição destes insumos aos estados brasileiros.

O documento cita pelo menos 11 medicamentos que estão em falta ou em baixa cobertura em mais de 10 unidades federativas e devem zerar seu estoque em 20 dias. A situação mais grave refere-se aos bloqueadores neuromusculares, que estão em falta ou em baixa cobertura em pelo menos 18 estados. Confira abaixo a lista dos insumos que estão em falta nas UTI’s brasileiras.

Desde maio de 2020 que o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) vem fazendo acompanhamento junto às secretarias estaduais de saúde e apoiando o Ministério da Saúde no tocante ao monitoramento do abastecimento destes medicamentos integrantes do chamado “kit intubação”.

Os governadores destacaram que na atual conjuntura de grave crescimento dos números de casos de covid-19 é necessária a regularidade no abastecimento do SUS com bloqueadores neuromusculares, anestésicos e sedativos para manutenção do tratamento por meio de intubação em pacientes graves.

O CONASS alega que os atrasos e parcelamentos da quantidade de remédios a serem entregues por força de contratos já firmados pelas secretarias estaduais de saúde, vem se repetindo e que há dificuldade de oferta desses medicamentos para aquisição direta pelos hospitais dos planos estaduais de contingência.

O que os governadores pedem é a compra emergencial de forma intensiva e contínua pelo período mínimo de 60 dias, levando em consideração quantidades suficientes para a distribuição em todos os estados brasileiro de forma linear com base no consumo médio e na cobertura de todos os locais de atendimento do SUS onde o protocolo intubação é realizado em pacientes covid-19.

Os gestores pedem também que sejam feitas aquisições internacionais com a urgência que o momento exige, contando com o apoio logístico da Força Aérea Brasileira, por meio de tratativas diplomáticas junto a países e entidades estrangeiras.

“A gente quer que tenha um controle mais forte sobre o estoque e abastecimento de medicamentos. Queremos que se tenha medidas de aquisição a nível nacional para distribuição a estados e municípios. Se for necessária, a importação para poder garantir as condições de atendimento emergencial de modo que não tenhamos um colapso por falta de medicamento”, disse o governador do Piauí, Wellington Dias. Fonte: CV. Fotos: O Globo. Edição: APM Notícias.

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